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Greve dos caminhoneiros não vinga em MS e rodovias seguem sem interdições

Publicada em: 04/12/2025 10:48 -

Caminhoneiros em greve em maio de 2018. (Foto: Marcos Ermínio, Arquivo Midiamax)

A convocação nacional para a paralisação dos caminhoneiros, prevista para esta quinta-feira (4), não vingou em Mato Grosso do Sul. Rodovias estaduais e federais seguem sem interdições ou manifestações, conforme a PRF (Polícia Rodoviária Federal), sindicatos e trabalhadores da categoria.

Osny Belinati, presidente do Sindicam-MS (Sindicato dos Caminhoneiros de Mato Grosso do Sul), afirma que a entidade está atenta à possível greve; no entanto, não houve paralisação nesta manhã.

Giovani Dias da Silva, vice-presidente do Sindicargas-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Cargas de Mato Grosso do Sul), revela que debateu o assunto com Gilmar Ribeiro da Silva, presidente do Sindicargas-MS, e Cláudio Cavol, do SETCEMS (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas). Eles concluíram que a categoria laboral e patronal não aderiram.

“O movimento é autônomo. Nesse fim de ano, temos contratos, empresas trazendo produtos e outras importações. O momento é de alta no transporte, principalmente em MS. Essa [paralisação] não seria uma reivindicação para os trabalhadores no momento”.

Movimentação

O caminhoneiro Israel Almeida relata que há grupos comentando sobre o assunto, mas sem aderir em Mato Grosso do Sul. Ele diz que a maioria não pretende paralisar por pautas políticas.

“Aqui está muito rachado [divisões no movimento]. Capaz de parar em Mato Grosso ou Santa Catarina”, descreve.

Segundo a PRF, até o momento, não houve registro de bloqueios em rodovias federais.

Início do movimento

Em vídeos publicados nas redes sociais, o caminhoneiro Franco Dalmaro, que se apresenta como líder da categoria, afirma que protocolou as demandas na Presidência da República para dar legalidade ao “Movimento Nacional dos Caminhoneiros”, que iniciaria com paralisação na quinta-feira (4). “Temos que ter respeito às leis, não podemos impedir o ir e vir das pessoas”, destaca Dalmaro.

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