Dourados voltou a ocupar a segunda posição no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul em 2023. O município superou Três Lagoas após elevar o valor de bens e serviços produzidos no período. Nesta sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados com base nos anos de 2022 e 2023.
O PIB de Dourados cresceu de R$ 17,4 bilhões em 2022 para R$ 20,2 bilhões em 2023. A participação do município na economia estadual subiu de 10,48% para 10,99% no mesmo intervalo. O avanço recolocou a cidade como principal polo econômico do interior sul-mato-grossense.
Três Lagoas caiu para a terceira posição no ranking estadual. O município registrou PIB de R$ 14,7 bilhões em 2023, contra R$ 13 bilhões no ano anterior. A participação no total do Estado passou de 7,84% para 8,01%, mesmo com a perda de posição.
Campo Grande manteve a liderança na geração de riquezas em Mato Grosso do Sul. A Capital somou R$ 42,2 bilhões em 2023, ante R$ 40,4 bilhões em 2022. Apesar do crescimento nominal, a participação caiu de 24,33% para 22,92% no período.
No recorte regional, Dourados aparece como o oitavo maior PIB do Centro-Oeste brasileiro. Campo Grande ocupa a terceira colocação, atrás apenas de Brasília (DF) e Goiânia (GO). Três Lagoas figura na décima posição entre os municípios da região.
OutrOs municípios de Mato Grosso do Sul também integram a lista dos 30 maiores PIBs do entro-Oeste. Ponta Porã ocupa a 23ª posição, com PIB de R$ 6,1 bilhões. Maracaju aparece em 24º lugar, com R$ 5,9 bilhões.
O levantamento do IBGE mostra ainda crescimento em municípios de médio porte do Estado. Corumbá alcançou R$ 4,1 bilhões em 2023, enquanto Sidrolândia somou R$ 4,1 bilhões no mesmo ano. Rio Brilhante, Naviraí e Nova Andradina também ampliaram seus valores absolutos.
No panorama estadual, Mato Grosso do Sul registrou PIB de R$ 184,4 bilhões em 2023. O resultado representa aumento de 10,8% em relação a 2022, quando o total foi de R$ 166,4 bilhões. A participação do Estado na economia nacional subiu de 1,65% para 1,69%, segundo o IBGE.