A produção de ovos em Mato Grosso do Sul encerrou 2025 consolidada como uma das cadeias produtivas mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio estadual. Aproveitando janelas de oportunidade no comércio exterior e a robustez sanitária local, o Estado tornou-se um fornecedor indispensável para mercados exigentes, com destaque para os Estados Unidos.
Impulsionada por uma lacuna na oferta norte-americana — causada por surtos de gripe aviária que dizimaram plantéis naquele país —, a avicultura sul-mato-grossense agiu rápido e conseguiu dobrar o volume exportado em comparação ao ciclo anterior. No primeiro trimestre do ano, o estado já respondia por uma fatia significativa de todo o embarque brasileiro de ovos.
NÚMEROS E PÓLOS PRODUTORES
O crescimento expressivo não foi fruto do acaso, mas de uma estrutura produtiva que vem recebendo investimentos constantes em tecnologia e biosseguridade:
-
Produção histórica: Segundo dados do IBGE, o estado superou a marca de 1,1 bilhão de unidades produzidas ao longo de 2025.
-
Cidades de destaque: A produção está concentrada em polos regionais fortes, liderados por Terenos, Ivinhema e Dourados.
-
Diversificação de mercados: Além do mercado estadunidense, a proteína sul-mato-grossense ganhou espaço em mesas no Chile, Colômbia e Filipinas, diversificando a pauta exportadora.
Excelência sanitária como diferencial
O sucesso nas exportações em 2025 evidenciou a capacidade das granjas locais de manterem rigorosos controles sanitários. Enquanto outros grandes produtores mundiais enfrentavam restrições devido a doenças aviárias, Mato Grosso do Sul manteve seu status de área segura, o que garantiu a confiança dos compradores internacionais e preços competitivos no mercado spot.
Este avanço coloca a avicultura de postura em um novo patamar de relevância econômica para 2026, atraindo novos investimentos para expansão de aviários e indústrias de processamento de ovos desidratados e líquidos na região.
Perspectivas para 2026 em Aquidauana e região
Para os pequenos e médios produtores do entorno de Aquidauana, o fortalecimento do setor estadual abre portas para cooperativas e parcerias técnicas.
O SENAR-MS e a Iagro devem manter, neste início de ano, o foco na vigilância epidemiológica para proteger esse patrimônio sanitário que gera divisas bilionárias para o Estado.