O time de Dourados, DAC, realiza jogo amistoso(treino) neste domingo as 15 horas no estádio Douradão, contra o CADA uma equipe amadora da cidade.
O jogo que não serve absolutamente para nada em termos de competitividade(valendo pontos) seria uma oportunidade para os atletas mostrarem sua potencialidade e para a imprensa e torcedores conhecer alguns dos atletas, aliás atletas que são poucos conhecidos no futebol nacional e principalmente no estado e na cidade de Dourados.
A decisão da diretoria em fechar completamente os treinos para o público e para a imprensa revela um equívoco estratégico que vai além do campo. Em um momento em que o clube precisa fortalecer sua relação com os torcedores, a medida cria um distanciamento desnecessário e prejudicial, é uma decisão sem fundamento, que até agora não houve explicação do motivo do fechamento, onde o sócio tprcedor paga para não ver o time.
O futebol, afinal, é construído sobre paixão, identificação e participação e impedir que o torcedor acompanhe de perto a preparação do time é cortar um dos laços mais simbólicos dessa conexão, que pelo jeito já começa com um distanciamento, e depois querer cobrar a presença do público nos jogos, pode custar ainda mais caro.
Além disso, fechar os treinos reduz a transparência e dificulta o trabalho da imprensa, que funciona como ponte entre o clube e sua torcida. A ausência de informações confiáveis abre espaço para rumores, especulações e interpretações equivocadas, algo que o clube poderia evitar ao manter um relacionamento mais aberto com os veículos de comunicação.
No mundo esportivo os treinos são abertos e ainda que parcialmente sem comprometer o trabalho tático ou a privacidade necessária. Há maneiras de controlar o que é mostrado sem afastar completamente quem apoia o clube diariamente.
Desta maneira a comunicação que precisa ser uma aliada, torna-se inimiga. E o clube precisa enxergar que manter o torcedor próximo é tão importante quanto treinar bem para vencer dentro de campo.