A cadeia produtiva do amendoim, deste ano, deve crescer 638% em área plantada e 823% na produção. A projeção é da Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e foi apresentada na abertura do 3º Amendoglória, realizado em Glória de Dourados, na sexta-feira;
O secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico, Rogério Beretta, apresentou os dados sobre a evolução da cultura no Estado. De acordo com ele, entre as safras 2021/22 e 2024/25, a área plantada de amendoim em Mato Grosso do Sul saiu de 7 mil para 43,5 mil hectares. A produção saiu de 22,3 mil toneladas para 173,7 mil toneladas no mesmo período.
O Mato Grosso do Sul já responde por 16% da área e da produção nacional de amendoim, ocupando a segunda posição no ranking nacional, ficando atrás somente de São Paulo. Para a safra atual, a expectativa é de 46 mil hectares cultivados e produção superior a 183 mil toneladas.
Para a safra atual, a expectativa é de 46 mil hectares cultivados e produção superior a 183 mil toneladas.
Os principais municípios produtores de amendoim do Estado são: Santa Rita do Pardo (9.520 hectares), Cassilândia (6.500 hectares), Nova Andradina (4.080), Nova Alvorada do Sul (3 mil hectares), Inocência (2.500), Água Clara (2.170), Chapadão do Sul (2 mil hectares) e Glória de Dourados (1.700 hectares)..
O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, também esteve presente no evento. “Este é o momento oportuno para implementar estímulos, e o evento proporciona exatamente isso: tecnologia, oportunidades de crédito e conhecimento. Mato Grosso do Sul já se orgulha de ser o segundo maior produtor do país, mas precisamos acelerar o ritmo para consolidar ainda mais essa posição”, afirmou.
No evento estiveram presentes o prefeito de Glória de Dourado - Júlio Buguelo; o presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) - Fernando Nascimento; e o deputado estadual Renato Câmara.
A programação apresentou tecnologias para o setor, como implementos, máquinas, equipamentos e variedades da oleaginosa, além de debates sobre produção, consumo e comercialização.