Foto: Alexandre Pimenta
Crianças sem sala, promessas sem prazo: o abandono de um CEIM em Dourados levanta questionamentos.
Em uma cidade que cresce, que anuncia investimentos e projetos, uma pergunta ecoa nos bairros de Dourados: de quem é a culpa e por que ainda há crianças fora da sala de aula por falta de estrutura?
O Centro de Educação Infantil (CEIM) localizado na Vila Erondina, próximo a Rego D´Agua que era para ser uma solução tornou-se um problema para a comunidade. A obra iniciada em 2020 está com apenas 35,63% de execução foi retomado os serviços agora no final de fevereiro pela empresa CR Arquitetura e Construção e os investimentos devem chegar a R$ 3,39 milhões. Os recursos são provenientes do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Mas é uma retomada que não tem garantias de finalização pelo menos dentro das expectativas de muitas famílias.
Segundo relatos de moradores da região, a unidade está abandonada, apresenta sinais comprometido nas estruturas e tem se tornado local para esconderijo de animais e lixo que são jogados por populares que passam por ali.
Sobre o futuro da obras, moradores relatam que até agora a única resposta é que a atual administração tem dado é que eles não tem culpa do CEIM estar daquele jeito, ledo engano, a atual administração tem mais culpa do que a gestão que iniciou, porque o atual prefeito é conhecedor da obra, ele não está na política pela primeira vez, já foi vereador, deputado estadual, federal e é morador na cidade desde criança, então ele sabe que o problema existe há muito tempo sem falar que o atual secretário está na educação há muito tempo e deveria ter tomado providencias.
Jogar a culpa na administração anterior é se eximir da responsabilidade e culpabilidade da falta de gestão e compromisso com milhares de crianças que poderiam ser atendidas naquela local.
A Constituição garante educação como direito básico. No entanto, quando há falta de manutenção, ausência de investimentos ou demora nas providências, quem paga a conta são país e mães que olham para a ineficiência administrativa que não tem data para concluir a obra.
Enquanto isso, famílias aguardam por vagas que não chegam. Cada dia que passa sem a conclusão da obra, representa uma criança sem acesso à educação, mães que não conseguem trabalhar e um direito constitucional que deixa de ser cumprido.
Educação infantil não é favor. É política pública essencial. E quando falha, compromete o presente e o futuro das pessoas.
Passou da hora da prefeitura assumir responsabilidade, agir em favor da população, parar de olhar para o passado e dar passos importantes na construção e elaboração de projetos que visam o desenvolvimento da cidade, seja na educação ou em qualquer outra área da cidade, porque as obras não avançam e as que existem não seguem uma politica de cuidados e manutenção.