Agentes de endemias têm encontrado focos da doença em caixas d'águas utilizadas como reservatório de água
A epidemia de febre chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, já provocou três mortes em um intervalo de duas semanas. Os dados constam no boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (13) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde).
A vítima mais recente é um bebê de apenas três meses de idade. De acordo com o relatório, a criança apresentou os primeiros sintomas no dia 6 de março e morreu na terça-feira (10). A confirmação da infecção por chikungunya foi feita no dia seguinte, após análise de exames pelo Lacen (Laboratório Central), responsável pelo diagnóstico de casos suspeitos no Estado.
No mesmo dia também foi confirmada a morte de um idoso de 73 anos, que não possuía comorbidades. Ele começou a apresentar sintomas da doença no dia 4 de fevereiro e morreu no dia 9 do mesmo mês.
Antes desses dois casos, Dourados já havia registrado a morte de uma mulher de 69 anos, moradora da aldeia Jaguapiru. A vítima tinha hipertensão arterial e diabetes. Ela apresentou sintomas da doença no dia 13 de fevereiro e morreu no dia 25, em decorrência de complicações provocadas pela chikungunya.
Casos suspeitos e confirmados
Ainda conforme o boletim da SES, Dourados registra atualmente 386 casos suspeitos e 206 confirmações da doença. Os dados divulgados pela Secretaria não detalham a distribuição dos casos por bairros ou regiões do município.
No Estado, apenas o município de Fátima do Sul apresenta números mais elevados, com 460 notificações e 453 casos confirmados.
O boletim também aponta que, entre os casos registrados em Dourados, há pelo menos sete gestantes infectadas pela chikungunya — cinco no segundo trimestre de gestação e duas no terceiro. Esse total representa quase metade das 16 grávidas diagnosticadas com a doença em todo o Mato Grosso do Sul.