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Força Nacional do SUS é mobilizada após mortes por chikungunya em aldeias de Dourados

Publicada em: 18/03/2026 10:13 -

Focos do mosquito têm sido encontrados em caixas d'água

A Força Nacional do Sistema Único de Saúde desembarca nesta quinta-feira (19) em Dourados para reforçar o enfrentamento à chikungunya nas aldeias da Reserva Indígena, onde o cenário é tratado como epidêmico. Aulas nas escolas foram suspensas pela comunidade indígena nesta quarta-feira (18).

A mobilização ocorre após a confirmação de quatro mortes pela doença e o avanço expressivo de casos nas comunidades indígenas.

O Ministério da Saúde informou que acompanha a situação de perto e mantém, desde a semana passada, equipes técnicas nas aldeias Jaguapiru e Bororó. O objetivo é estruturar um plano de ação integrado com a Prefeitura de Dourados e o Governo do Estado.

As ações de contenção já estão em andamento. Nas duas primeiras semanas de março, cerca de 100 agentes de saúde e de endemias atuaram diretamente nas aldeias, com:

  • Visitas a mais de 2.200 residências
  • Mutirões de limpeza
  • Instalação de armadilhas para ovos do mosquito
  • Borrifação de inseticidas para controle do vetor

Reserva concentra casos e mortes

Até o momento, a Reserva Indígena contabiliza:

  • 407 casos notificados
  • 202 confirmados
  • 181 em investigação
  • 24 descartados
  • 4 mortes confirmadas

As vítimas são:

  • Mulher, 69 anos (Aldeia Jaguapiru – 26/02)
  • Homem, 73 anos (Aldeia Jaguapiru – 09/03)
  • Bebê, 3 meses (Aldeia Bororó – 10/03)
  • Mulher, 60 anos (Aldeia Jaguapiru – 12/03)

Área urbana também preocupa

Na região urbana de Dourados, os números também são elevados em 2026:

  • 912 notificações
  • 379 casos confirmados
  • 383 exames aguardando resultado
  • 150 descartados

Apesar disso, não há mortes registradas fora da Reserva Indígena.

Incidência nas aldeias é proporcionalmente maior

Mesmo com população estimada em cerca de 20 mil habitantes — bem menor que os aproximadamente 264 mil moradores da área urbana —, a incidência da doença nas aldeias é significativamente mais alta.

Os dados atuais já superam todo o ano de 2025, quando foram registrados 184 casos confirmados e uma morte em todo o município, incluindo a Reserva Indígena.

A chegada da Força Nacional do SUS deve reforçar as estratégias emergenciais para conter a disseminação da doença e reduzir novos casos na região.

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