A Justiça determinou que o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, pague quase R$ 100 mil em débitos de IPTU relacionados a um imóvel no Jardim dos Estados. A casa ficou conhecida por ter sido palco do assassinato do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, crime pelo qual Bernal está preso há cerca de um mês.
A cobrança, no valor de R$ 96.770,53, refere-se a impostos atrasados dos anos de 2020 e 2021. A ação foi movida pela Prefeitura em fevereiro de 2025, após o não pagamento dos tributos.
Inicialmente, o processo havia sido encerrado sem resolução, já que Bernal não respondeu às intimações judiciais. No entanto, a Procuradoria-Geral do Município recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), argumentando que o valor não se enquadra como dívida de pequeno montante — condição necessária para extinção da cobrança.
Ao analisar o recurso, o desembargador determinou a retomada do processo de execução fiscal, destacando que não foram atendidos os critérios legais para o encerramento da ação. Com isso, a cobrança segue em andamento na Justiça.
Denúncia por homicídio
Além da dívida tributária, Bernal também responde criminalmente pelo assassinato de Roberto Carlos Mazzini, de 60 anos. O caso ocorreu em março deste ano, quando a vítima foi até o imóvel — arrematado em leilão — para tomar posse, acompanhada de um chaveiro.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o ex-prefeito teria cometido o crime por “motivo torpe”, motivado pela insatisfação com a perda da propriedade. A denúncia inclui homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.
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De acordo com as investigações, Mazzini foi atingido por disparos e morreu ainda no local, apesar das tentativas de reanimação realizadas pelo Corpo de Bombeiros.
Após o crime, Bernal se apresentou à polícia e segue preso enquanto o caso tramita na Justiça.
