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Europa barra transição pra antimicrobianos e aperta o prazo para a pecuária

Publicada em: 27/05/2026 06:42 -

A União Europeia fechou a porteira para a proposta brasileira de transição nas regrars sobre antimicrobianos na carne bovina,  O governo queria um meio-termo, começando com a comprovação de que os animais exportados não receberam esses medicamentos nos nove meses anteriores ao abate e deixando o controle da vida inteira do boi só lá pra 2029. Bruxelas olhou pra proposta e fechou a cara com um belo “não”.

O problema é que, no dia 12/05, o bloco do velho continente tirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal, tipo carne bovina, aves, ovos e mel, por entender que a gente ainda não comprovou o cumprimento das regras europeias. A norma deles proíbe o uso de antimicrobianos pra acelerar o crescimento ou aumentar o rendimento dos animais, além de barrar medicamentos que são reservados a infecções humanas.

A carne bovina é o pedaço mais difícil dessa picanha regulatória porque o boi brasileiro nem sempre vive uma vida de endereço fixo. Antes do frigorífico, ele pode passar por cria, recria, engorda, confinamento e cada um desses passos em diferentes propriedades. Provar todo esse histórico sanitário é quase montar a árvore genealógica do bovino.


O Brasil já proibiu, no fim de abril, a importação, fabricação, venda e uso de aditivos melhoradores de desempenho com antimicrobianos relevantes pra medicina humana ou veterinária, mas a UE quer a comprovação no sistema todo.

Mesmo com o revés, o governo diz que está confiante de que consegue apresentar as informações necessárias até o dia três de setembro, quando a restrição passa a valer. A missão agora é convencer os europeus de que o controle sanitário brasileiro dá conta do recado, especialmente num mercado que ficou mais exigente

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