A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda de mandato dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). A cassação por maioria da mesa e a decisão assinada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e por outros quatro integrantes da cúpula.
Em março, Eduardo Bolsonaro pediu licença do mandato por 120 dias e foi morar no Texas, também nos EUA, com a família. Alegou perseguição política. Desde o dia 20 de julho, quando a licença terminou, não compareceu às sessões. Com a perda do mandato por falta às sessões, pode voltar a se candidatar na eleição de 2026.
No entanto, Eduardo Bolsonaro é réu no STF pelo crime de coação. Em setembro, denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do parlamentar junto às autoridades estadunidenses para fazer pressão sobre o julgamento que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Se for condenado pelo STF, Eduardo ficará inelegível para a eleição de 2026.
Ramagem foi condenado pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de estado a 16 anos de prisão. Escapou para os EUA em setembro e é considerado foragido da justiça brasileira. No STF, Ramagem acusado de usar o cargo como diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência e a instituição para alimentar a trama golpista e espionar adversários de Bolsonaro. Com a condenação, também perdeu os direitos políticos por oito anos.