Silvinei Vasques, que chefiou a Polícia Rodoviária Federal durante o governo Bolsonaro, foi detido na noite de sexta-feira (26) no aeroporto de Assunção, capital do Paraguai. Ele tentava embarcar com destino a El Salvador, conforme confirmou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A prisão foi revelada primeiramente pela jornalista Andreia Sadi, do portal G1.
O ex-executivo da PRF quebrou o monitoramento por tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, cruzou a fronteira sem aval da Justiça e foi localizado pelos alertas acionados nas divisas. A representação diplomática brasileira no país vizinho foi imediatamente comunicada.
Em junho deste ano, o Supremo Tribunal Federal já havia imposto a Vasques uma pena de 24 anos e meio de reclusão por tentativa de golpe contra a ordem democrática. Como ainda há possibilidade de recurso, ele respondia em liberdade.
Durante a abordagem, descobriu-se que ele portava passaporte paraguaio verdadeiro, mas com dados falsos. As autoridades locais o colocaram à disposição do Ministério Público paraguaio e preparam sua expulsão para entregá-lo às forças brasileiras.
Além da condenação por participação em suposta conspiração para manter Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral, Vasques foi punido por desvio da estrutura da PRF em campanha política de 2022. Após deixar o comando da corporação, assumiu a pasta de Desenvolvimento Econômico de São José (SC), mas pediu para sair em dezembro de 2025, dias após as sentenças. Ele chegou a ser preso preventivamente em 2023, sendo liberado posteriormente sob medidas restritivas.