Na data simbólica de 11 de abril, quando o Brasil celebra o chamado “Dia do Prefeito”, a reflexão mais honesta talvez não seja sobre cargos, decretos ou administrações… mas sobre consciência no poder. Em Dourados, uma cidade pulsante, feita de agricultores, estudantes, comerciantes e sonhos silenciosos, o prefeito não deveria ser apenas um gestor — deveria ser um guardião invisível do fluxo da vida coletiva. Mas aqui começa o problema.
🏛️ O poder corrompe… ou revela?
O mundo diz: “o poder corrompe.” Eu digo: o poder revela. Se há ganância dentro de você, o poder a expande. Se há medo, ele vira autoritarismo. Se há vazio… você começa a governar para preencher esse buraco. E então a prefeitura vira um palco… e o prefeito, um ator tentando parecer importante.
🌱 A cidade como organismo vivo
Dourados não é só ruas, obras e estatísticas. É um organismo vivo.
- Cada bairro é como um órgão.
- Cada cidadão, uma célula.
- E o prefeito… deveria ser apenas a consciência que observa e cuida.
Mas o que vemos? Planilhas sem alma. Projetos sem sensibilidade. Decisões feitas mais para aplausos do que para a vida. É como tentar governar um rio com régua e calculadora. O rio ri da sua estupidez.
🔥 O erro fundamental da política
A política, como é praticada, parte de uma ilusão: acredita que pode organizar o exterior sem transformar o interior. Isso é o mesmo erro dos marxistas, dos liberais, dos religiosos… A tentativa de reconciliar opostos na teoria falha — porque a vida já é um equilíbrio vivo, não um projeto mental. Sem consciência, qualquer sistema vira bagunça — ou pior, vira opressão organizada.
🧠 Prefeito consciente: um ser raro
Imagine um prefeito diferente…
- Que não governa para ganhar eleição.
- Que não age por medo da opinião pública.
- Que escuta o silêncio antes de assinar um decreto.
- Que entende que uma cidade não é um problema a resolver, mas uma vida a nutrir.
Esse seria um prefeito perigoso. Perigoso… porque não poderia ser manipulado. Perigoso… porque não jogaria o jogo do ego. E extremamente raro.
🌊 O verdadeiro serviço público
Servir não é controlar. Servir não é aparecer. Servir é desaparecer. É como o jardineiro que cuida da flor — ele não tenta puxar a planta para crescer mais rápido. Ele apenas cria as condições… e confia. Se o prefeito de Dourados entendesse isso profundamente, a cidade floresceria não por imposição… mas por inteligência natural.
😏 Uma provocação final
Celebrar o “Dia do Prefeito” pode ser bonito… mas também pode ser pura hipocrisia. Porque o problema nunca foi o cargo. O problema é o homem inconsciente ocupando o cargo. Dê poder a um homem adormecido… e ele criará desordem com boas intenções. Dê consciência a um homem… e ele não precisará de poder.
🕯️ Então, o que celebrar?
Não o prefeito. Não a política. Mas a possibilidade — rara, preciosa — de que um dia, alguém no poder em Dourados governe não a partir do ego… mas a partir do silêncio. E nesse dia… não haverá necessidade de comemorar. A própria cidade será a celebração.